terça-feira, 9 de setembro de 2014

Resposta do Esboço - Carta aos Gálatas

RESPOSTAS DO ESBOÇO – ESTUDO DA CARTA AOS GÁLATAS

RESPOSTAS DO ESBOÇO:

1) AUTOR: Apóstolo Paulo.

2) DATA: Provavelmente, ano 55-60 a.C.

3) DESTINATÁRIOS: Às igrejas da Galácia, uma região da Ásia menor, cujos limites não têm sido determinados com segurança.  

4) ONDE FOI ESCRITA: Passando pela Galácia na segunda viagem missionária, Paulo demorou-se por causa de enfermidade (Atos 16:6; Gálatas 4:3). Foi bem recebido pelos gálatas e estabeleceu uma igreja nesse lugar (Gálatas 1:6; 4:4). Quando estava na Grécia em sua terceira viagem missionária (Atos 20:2), recebeu notícias de que os gálatas se tinham sujeitado à Lei. Esse fato levou-o a escrever a carta.

5) TEMA PRINCIPAL: Uma defesa da doutrina da justificação pela fé, advertências contra a reversão ao judaísmo, e a vindicação do apostolado de Paulo.

6) PALAVRAS-CHAVE: Fé – Graça – Liberdade – Cruz

7) VERSÍCULO-CHAVE: Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” Gálatas 5:1

8) PANORAMA: A controvérsia mais urgente na Igreja Primitiva era o relacionamento entre os novos crentes, particularmente os gentios, e as leis judaicas. Esse era especialmente um problema para os convertidos e para as jovens igrejas que Paulo havia fundado em sua primeira viagem missionária. Paulo escreveu para corrigi-lo. Mais tarde, no Concílio de Jerusalém, esse conflito foi oficialmente esclarecido pelos líderes da igreja.

9) PESSOAS-CHAVE: Paulo, Pedro, Barnabé, Tito, Abraão e os falsos mestres.

10) LUGARES-CHAVE: Galácia e Jerusalém.

11) CARACTERÍSTICA PARTICULAR: Essa carta não foi dirigida a nenhum grupo restrito de crentes; ela provavelmente circulou por diversas igrejas da Galácia.

12) PROPÓSITO: Refutar os judaizantes (que ensinavam que os crentes gentios deveriam obedecer à lei judaica a fim de se salvarem) e conclamar os cristãos à fé e à liberdade em Cristo.

13) CONTEÚDO:
I – Saudação e introdução.
II – Narrativa das experiências de Paulo em apoio à sua pretensão de possuir verdadeiro apostolado.
III – A defesa de Paulo da doutrina da justificação pela fé, sem as obras da lei.
IV – Advertências, instruções e exortações.

14) QUAIS AS ACUSAÇÕES FEITAS AO APÓSTOLO PAULO? QUAL A SUA DEFESA (CAPS. 1 E 2)?
Acusações:
a) Negavam que ele fosse verdadeiro apóstolo de Cristo, porque não tinha recebido, como os Doze discípulos, sua missão pessoalmente do Senhor;
b) Diziam que era apenas um mestre enviado pelos apóstolos, de maneira que suas doutrinas só deveriam ser aceitas quando estivessem de acordo com as dos outros;
c) Acusavam-no de espalhar doutrinas não provadas pelo concílio de Jerusalém.
Respostas de Paulo às acusações:
a) No primeiro versículo da carta, ele revela enfaticamente sua missão divina como apóstolo;
b) Nos versículos 10 a 24 do capítulo 1, Paulo desmente a acusação de ter recebido dos apóstolos seus ensinamentos e sua missão, dizendo que os recebeu do próprio Senhor;
c) Nos versículos 1 a 10 do capítulo 2, Paulo mostra que seu ministério e sua mensagem receberam a aprovação dos líderes do concílio de Jerusalém. Quatorze anos depois de sua conversão, Paulo foi a Jerusalém para assistir ao concílio e aí defendeu sua pregação sobre a justificação dos gentios somente pela fé (2:1; Atos 15:1,2);
d) Em vez de ter sido censurado pelos Doze, como se alegava, Paulo afirma ter censurado um deles (2:11-21). Depois de sua visão (Atos 10:11-18) e da experiência na casa de Cornélio, Pedro livrou-se dos preconceitos judaicos e manteve livre relacionamento social com os gentios. Mas, quando alguns judeus cristãos ortodoxos vieram de Jerusalém e viram sua conduta (e a dos judeus que estavam com ele) com olhar de crítica, ele separou-se dos gentios (v. 11-13). Paulo condenou esse comportamento como concessão de covarde.

15) APONTE OS PRINCIPAIS ARGUMENTOS APRESENTADOS POR PAULO DE QUE A JUSTIFICAÇÃO SE DÁ PELA FÉ, SEM AS OBRAS DA LEI (CAPS. 3 E 4):
Paulo repreende os gálatas por se terem afastado da verdade da justificação da fé e diz que a experiência espiritual deles não tinha nenhuma ligação com a sua observância da Lei (3:1-5). Ele apresenta, então, argumentos de que a justificação se dá pela fé, sem as obras da lei (3:6-4:7). Os seus pontos principais são os seguintes:
1. Mesmo Abraão, o amigo de Deus, não foi justificado por suas obras, mas pela fé (v.6); assim, filho de Abraão não é aquele que observa a lei de Moisés (Mateus 3:9), mas aquele que é justificado pela fé (v.7);
2. A Aliança que Deus fez com Abraão foi uma aliança de (v.8,9). Isto não tem nada com a aliança de Moisés, que era uma aliança de obras (v.10). A aliança de Abraão ocorreu primeiro, mas a Lei, com sua maldição, foi acrescentada depois e, assim, vedou o caminho pelo qual a bênção de Abraão viria ao mundo. Mas Cristo, com sua morte, removeu a maldição da Lei (v.13), para que a bênção de Abraão viesse tanto sobre os gentios quanto os judeus (v.14);
3. Paulo explica, em seguida, a relação entre as alianças de Abraão e de Moisés (3:15-18). Se a bênção de Abraão tivesse de vir pelas obras da Lei, então a recepção dessa bênção seria condicional à guarda da Lei; a aliança com Abraão, porém, é incondicional (v.18). Do versículo 18 conclui-se que, se tiver de vir ao mundo pela observância da Lei, a bênção de Abraão nunca virá, porque ninguém poderá ser justificado pela Lei;
4. Paulo, então, explica também o propósito da Lei e sua relação com o cristão (3:19-4:7). Os argumentos anteriores de Paulo provocam a seguinte pergunta aos judeus: se a Lei não pode salvar, por que foi dada ao homem? (v.19). A aliança com Abraão prometia a salvação pela fé sem as obras da Lei. Mas, como Deus poderia ensinar ao homem que a salvação viria unicamente pela fé, sem qualquer esforço da parte deste? Somente colocando-o sob o domínio da Lei e mostrando a ele que sua natureza pecaminosa não permite a observância perfeita dos preceitos da Lei, fazendo-o, assim, recorrer à fé como meio de salvação (v.19). A Lei não se opõe à aliança de Abraão, porque nunca teve por finalidade salvar o homem (v.21); foi dada para mostrar ao homem a necessidade da salvação pela fé (v.22,23). Paulo pede a eles que voltem para a plena liberdade do Evangelho (4:8-31).

16) QUAIS EXORTAÇÕES ESTÃO CONTIDAS NA CARTA AOS GÁLATAS A RESPEITO DA VIDA DE LIBERDADE (CAPS. 5 E 6)?
Podemos resumir com as seguintes exortações:
1. Permaneçam firmes na liberdade da graça, porque a Lei não os pode salvar (5:1-6);
2. Afastem-se dos falsos mestres que perverteram o Evangelho e fizeram de vocês escravos do legalismo (5:7-12);
3. Embora estejam livres da Lei de Moisés, não estão livres para pecar. Andem no amor e, assim, cumprirão a Lei (5:13,14);
4. Vocês serão tentados, contudo, pela natureza carnal, mas obedeçam aos impulsos do Espírito Santo e serão vitoriosos (5:16-26);
5. Levem as cargas uns dos outros e sede pacientes com os que cometem faltas (6:1-5);
6. Ajudem os seus ministros e, assim, vocês receberão a bênção divina (6:6-10);
7. Conclusão (6:11-18). Cuidado com os judaizantes! Sei muito bem que desejam conquistá-los somente para se gloriarem em vocês. Gloriai-vos somente na cruz, na qual, unicamente, há salvação.

17) O QUE É LIBERDADE CRISTÃ?
O livro de Gálatas representa nosso alvará de liberdade cristã. Não estamos sob a jurisdição das leis e das tradições judaicas, nem sob a autoridade de Jerusalém. A fé em Cristo é portadora da verdadeira liberdade do pecado e da fútil tentativa de nos tornarmos agradáveis a Deus apenas observando a lei. Somos livres em Cristo. No entanto, essa liberdade é um privilégio. Não somos livres para desobedecer a Ele ou praticar a imoralidade, mas somos livres para servir ao Cristo ressuscitado. Devemos usar essa liberdade para amar e servir, e não para praticar o mal. A liberdade cristã não consiste em fazer aquilo que se quer, mas em obedecer a Deus; somos livres para servir ao Senhor de todas as maneiras coerentes com sua palavra, vontade, natureza e santidade.

18) QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO E DO FALSO EVANGELHOS ABORDADOS NA CARTA AOS GÁLATAS?
I) Características de um falso evangelho:
- Trata a morte de Cristo como algo sem valor ou significado (2:21);
- Diz que as pessoas devem obedecer à lei para serem salvas (3:12);
- Tenta ser agradável a Deus obedecendo a certos rituais (4:10);
- Confia na obediência às leis para apagar os pecados (5:4).

II) Características do verdadeiro evangelho:
- Ensina que Deus é a fonte do evangelho (1:11,12);
- Sabe que alcançamos a vida pela morte e que confiamos que Deus nos amou e morreu por nós para podermos morrer para o pecado e viver para Ele (2:20);
- Explica que todos os crentes recebem o Espírito Santo pela fé (3:14);
- Declara que não podemos ser salvos apenas obedecendo às leis. O único caminho para salvação é a fé em Cristo (3:21,22);
- Diz que todos os crentes são um só em Cristo; logo, não existe motivo para qualquer forma de discriminação (3:26-28);
- Proclama que fomos libertos da escravidão do pecado e que o poder do Espírito Santo nos enche e nos orienta (5:24,25).

19) O QUE É A LEI?
A Lei Mosaica, do hebraico torah, que significa “ensino”, foi dada por Deus em virtude do concerto que Ele fez com o seu povo. Ela expunha as condições do concerto a que o povo devia obedecer por lealdade ao Senhor Deus, a quem eles pertenciam. A lei revela a vontade de Deus quanto à conduta do seu povo (Êxodo 19:4-6; 20:1-17; 21:1-24:8) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos pecados (Levíticos 1:5; 16:33). A lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êxodo 20:2). Antes, pela lei Deus ensinou ao seu povo como andar em retidão diante dEle como seu Redentor, e igualmente diante do seu próximo. Parte da lei judaica incluía leis encontradas no Velho Testamento. Quando Paulo diz que os não-judeus (gentios) não estão mais presos a elas, o apóstolo não está dizendo que essas leis não se aplicam a nós atualmente. Está dizendo que certos tipos de leis podem não se aplicar a nós. No Antigo Testamento havia três categorias de leis: 1) A lei cerimonial, que trata da forma e do ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrificial (Levítico 1:1-13). Seu objetivo principal era apontar para Jesus Cristo. Portanto, ela não era mais necessária após sua morte e ressurreição. Embora não estejamos mais vinculados à lei cerimonial, os princípios nela contidos – adorar e amar ao santo Deus – ainda se aplicam atualmente; 2) A lei civil – esse tipo de lei regulava a vida cotidiana de Israel como nação em seu aspecto jurídico e social (por exemplo Deuteronômio 24:10,11); 3) A lei moral – trata das regras determinadas por Deus para um santo viver (Êxodo 20:1-17). Esse tipo de lei é constituído pelos mandamentos diretos de Deus – por exemplo, os Dez Mandamentos. Ela exige uma rigorosa obediência e revela a natureza e a vontade divina. Ainda se aplica a nós atualmente. Devemos obedecer a essa lei moral, não para alcançar a salvação, ou porque temos medo de Deus, mas por amar a Deus e para viver de uma forma que lhe seja agradável e glorifique seu nome.

20) OS GÁLATAS CORRIAM SÉRIO PERIGO DEVIDO ÀS DISTORÇÕES AO CRISTIANISMO DEVIDO AS INFLUÊNCIAS JUDAIZANTES, VOCÊ PODERIA APONTAR OUTRAS DISTORÇÕES QUE TAMBÉM PODEM PREJUDICAR A CORRIDA E A LIBERDADE CRISTÃS?

Desde o início da igreja até hoje há certas distorções que tentam deturpar o verdadeiro cristianismo. Além do cristianismo judaizado, que eram cristãos judeus que reconheciam Jesus como prometido Salvador, mas havia o perigo da inclinação de acrescentar tradições e padrões humanos às leis de Deus e impunham aos gentios que desejassem ser cristãos, a condição de primeiramente de serem judeus. Havia também o cristianismo legalizado, referem-se aos cristãos que vivem sob às regras de uma lista de “nãos”, cujo favor de Deus é alcançado pelo esforço humano no bom comportamento e cumprimento de regras. O perigo é tornar o amor de Deus alguma coisa que se ganha, e não que se recebe gratuitamente, reduziam o cristianismo em um conjunto de regras impossíveis, não reconheciam que a verdadeira mudança de vida por Deus levaria às mudanças de comportamento e não o contrário. Outra distorção é o cristianismo sem leis onde os cristãos não precisam de diretrizes, estão acima das leis. Eles acreditam que a Palavra de Deus não é tão importante quanto o senso de orientação divina. O perigo consiste em esquecer que os cristãos ainda são humanos e, portanto, erram ao tentar viver somente pelo que “sentem” ser a vontade de Deus. Deus nos deu a sua Palavra e ela não pode ser ignorada, o senso e sentimentos humanos são falíveis porque o homem ainda é pecador e falível, a vida do cristão deve ser guiada pelo Espírito Santo e a Palavra é lâmpada para nossos pés e luz para o nosso caminho, nela constam os princípios que devem nortear o viver cristão.
 


21) FAÇA UM QUADRO COMPARATIVO SOBRE OS DESEJOS PECAMINOSOS VERSUS O FRUTO DO ESPÍRITO:
A vontade do Espírito Santo está em constante oposição aos nossos desejos pecaminosos, e ambos ocupam lados opostos na batalha espiritual.
Nossos desejos pecaminosos são                 O fruto do Espírito é
Iníquos ................................................... Bom
Destrutivos ...............................................Produtivo
Fáceis de inflamar-se .................................Difícil de inflamar-se
Difíceis de conter .......................................De fácil controle
Egoístas ....................................................Dedicado
Opressivos e possessivos..............................Libertador e cuidadoso
Decadentes .............................................. Estimulador
Pecaminosos .............................................Santificado
Mortais .....................................................Abundante de vida

22) COMO CRISTO É REVELADO NA CARTA AOS GÁLATAS?
Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nEle (2:16; 3:26) em uma posição de liberdade (2:4; 5:1), libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base pra a libertação do crente da maldição do pecado (1:4; 6:14), do próprio eu (2:20; 5:24) e da lei (3:12; 4:5). Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2:20), visivelmente retratada no batismo (3:27), que relaciona todos os crentes como irmãos e irmãs (3:28). Em relação à pessoa de Cristo, Paulo declara tanto a sua divindade (1:1,3,16) quanto sua humanidade (3:16; 4:4). Jesus é a substância do evangelho (1:7), que Ele próprio revelou a Paulo (1:12).

23) DESTAQUE A(S) APLICAÇÃO(ÇÕES) PESSOAL (AIS) A PARTIR DO SEU ESTUDO À CARTA AOS GÁLATAS.
(Resposta pessoal a partir do estudo realizado)

Notas:


Fontes: BEP, CPAD, 2002; BEAP, CPAD, 1995. BThopsom; Através da Bíblia de Myer Pearlman.

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