segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Versículo da Semana: Provérbios 13:3


Ponto de Reflexão: PRUDÊNCIA


É possível alguém que sempre agiu impulsivamente tornar-se uma pessoa prudente? É claro que sim! Porém, há algumas coisas que são necessárias para que ocorra essa mudança. Você precisará:

CONTROLAR SEUS IMPULSOS – Aprender a controlar os impulsos é o passo inicial para quem pretende tornar-se prudente (Pv 16:32; 21:17; 25:28). Para isso, é necessário: objetivo, força de vontade, paciência, disciplina e, sobretudo, temor a Deus.

AGIR PELA RAZÃO – Quem usa a razão é capaz de pensar antes de agir para não errar. Portanto, procure refletir sobre quem manda em você, se a razão ou a emoção. Tome consciência dos seus atos e suas ações, tendo o cuidado para agir sempre com prudência.

DEIXAR O ESPÍRITO SANTO ATUAR EM SEU CARÁTER – Para tornar-se prudente, algumas pessoas precisam aperfeiçoar o seu caráter por meio da atuação do Espírito Santo. O caráter é o conjunto das qualidades boas ou más de uma pessoa que determinam sua conduta em relação a Deus, a sim mesma e ao próximo. Pelo nosso caráter, mostramos aos outros como agimos. Percebeu? Para ter o caráter moldado pelo Espírito de Deus, é preciso ocorrer duas coisas: você precisa livrar-se do antigo modo de vida e revestir-se do Espírito Santo. Revestir-se é vestir-se novamente. Nesse caso, O Espírito Santo passa controlá-lo por completo, de modo que suas ações passam a serem moldadas por Ele (Romanos 8:5-11). Portanto, trabalhe em conjunto com o Espírito Santo para aperfeiçoamento do seu caráter (2 Coríntios 3:18).

Independentemente das circunstâncias, pense sempre antes de agir, tome as melhores decisões da sua vida. Não aja pelo impulso, mas pela razão. Quando escolhemos fazer aquilo que é certo, evitamos graves problemas em nossa vida.

Se você precisa de prudência busque-a em Deus através da oração e do estudo da Palavra de Deus, tema ao Senhor e esforça-te para fazer o bem!

Fonte: Extraído da Lição Bíblica – Mestre 5 – Adolescentes Vencedores – Conselhos para o dia a dia, pág. 78,79. CPAD.

Vencendo o Mal


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ESBOÇO – ESTUDO BÍBLICO: 1 E 2 AOS TESSALONICENSES

ESBOÇO – ESTUDO BÍBLICO: 1 E 2 AOS TESSALONICENSES

A leitura dessas Cartas revela a existência de um tema mais que oportuno para a igreja nesses dias, vamos descobrir qual é? Todos os capítulos terminam com referência a esse grande acontecimento, o autor trata dessa verdade mais no aspecto prático do que doutrinário, aplicando-o diretamente à atitude e à vida do cristão. Vamos estudar para conhecer? Sem dúvida, o estudo dessas cartas trará um conhecimento especial para sua vida e a dos adolescentes. Invista nos estudos da Bíblia com eles, não apenas em temas diversos, mas priorize o estudo sistemático da Palavra de Deus. Preencha seu esboço e aguarde as respostas.

Bom estudo!

ESBOÇO – 1 TESSALONICENSES

1) Autor:
2) Quando foi escrita:
3) Marco Histórico:
4) Por que foi escrita:
5) Qual o seu conteúdo ( Sinopse da carta):

Capítulo 1
6) Com verdadeira humildade e polidez cristã, Paulo menciona aos seus colaboradores, colocando-os no mesmo nível que ele (1:1). Quais as três coisas que Paulo recomenda aos cristãos?
7) Como Paulo pregou o Evangelho a esses cristãos?
8) De quem eles se tornaram seguidores?
9) Como eles receberam o Evangelho?
10) Qual era a relação deles com as outras igrejas?
11) Qual era a relação deles com a evangelização das regiões vizinhas?
12) Que atitude, com relação a Deus e ao pecado, assegurou a salvação deles?
13) Qual a atitude deles agora?

Capítulo 2
14) A que acontecimento se refere Paulo em At 16:19-40?
15) O que se diz a respeito dos motivos de Paulo pregar o Evangelho?
16) O que se diz sobre sua atitude para com esses cristãos?
17) Era lícito para Paulo pedir ajuda financeira?
18) Por que não a exigiu dos tessalonicenses?
19) Que testemunho todo verdadeiro o ministro do Evangelho deve dar?
20) Como os tessalonicenses receberam o Evangelho?
21) Com quem são comparados por Paulo?
22) Qual era o maior pecado da nação judaica, segundo Paulo?
23) Quais eram os desejos de Paulo quando estava em Atenas?
24) O que será fonte de alegria no céu para o ministro do Evangelho?

Capítulo 3
25) Quem se uniu a Paulo em Atenas?
26) Por que Paulo enviou Timóteo dali aos tessalonicenses?
27) O que eles deveriam esperar, segundo Paulo?
28) O que o apóstolo temia?
29) Que notícias Timóteo trouxe ao regressar?
30) O que era a própria vida para o apóstolo?
31) Qual era o seu desejo sincero?
32) A sua oração?
33) A oração do versículo 12 era importante?
34) O que seria a consumação do amor deles?

Capítulo 4
35) Os tessalonicenses são advertidos por Paulo contra que tipo de pecado muito comum entre os gentios?
36) O que diz Paulo acerca de sua autoridade?
37) Por qual poder exerce a autoridade?
38) Qual verdade evidente todo cristão deve conhecer, como filhos de Deus?
39) A que ordem se refere Paulo no versículo 11?
39.1) Quais os dois motivos dessa ordem?
40) Onde Paulo aprendeu as verdades expostas nos versículos 13-18?

Capítulo 5
41) Como virá o dia do Senhor para o incrédulo?
42) E para o cristão?
43) Apesar de não sabermos a hora exata da vinda do Senhor, saberemos quando estiver próxima?
44) Com o que Paulo compara o estado pecaminoso do mundo?
45) Qual é a relação entre o versículo 9 e o ensinamento de que a Igreja passará pela tribulação?
46) Qual deve ser a atitude do cristão com os seus obreiros espirituais (ministros)?
47) Que advertência é dada àqueles que possam estar dispostos a reprimir as manifestações genuínas do Espírito Santo?
48) Que advertência é feita aos que exaltam as manifestações acima da pregação da Palavra?
49) Qual deve ser a nossa atitude com as mensagens em línguas e as profecias?
50) Qual é o plano perfeito de Deus para todos os cristãos?
51) Quando essa obra será terminada?
52) O que torna possível o cumprimento da oração pronunciada no versículo 23?

ESBOÇO – 2 TESSALONICENSES

1) Autor:
2) Quando foi escrita:
3) Marco Histórico:
4) Por que foi escrita:
5) Qual o seu conteúdo ( Sinopse da carta)
6) Como Paulo se refere à igreja perseguida?
7) Qual contraste Paulo apresenta?
8) Por que Paulo faz advertências?
9) Qual afetuoso chamado ele faz aos crentes?
10) O que Paulo anuncia sobre os acontecimentos que ocorrerão antes do advento?
11) Como Paulo demonstra sua confiança na Igreja?
12) Qual o exemplo apostólico?
13) Sobre o que são as suas admoestações finais?



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Masturbação e Esperança

Masturbação e Esperança
Por Davi Chang Ribeiro Lin*


Era uma reunião de dez rapazes cristãos e a galera tinha se reunido pra compartilhar um pouco da vida. Bons amigos, eles tinham abertura pra falar de diversos assuntos polêmicos.

Foi assim que um dos membros fez uma pergunta direta: “E aí amigos, qual de vocês nunca se masturbou?” O silêncio revelou a resposta de todos. Ninguém poderia dizer: “Eu não!”

A masturbação tem sido definida como “a procura solitária do prazer, por meio de excitações realizadas com as mãos ou de qualquer outra maneira”. No meio cristão, as opiniões sobre o tema divergem muito. Estudiosos variam de opinião, considerando a masturbação desde um pecado grave até um presente dado por Deus. Não é sem razão que as opiniões não tenham consenso: a masturbação não é diretamente citada ou proibida pela Bíblia.

A masturbação pode acontecer em diferentes fases da vida e ter um significado diferente para cada pessoa. Na infância, é um processo de reconhecimento do próprio corpo; na adolescência e juventude, tende a ser um modo de liberar a energia sexual, uma “válvula de escape”, já que não há um parceiro(a) sexual ou, se forem cristãos evangélicos, esperarão pelo casamento.

Certamente a nossa humanidade não é estática. Estamos em desenvolvimento e temos a possibilidade de viver uma contínua abertura para a realidade e para a verdade, ou, ao contrário, viver um fechamento e regressão. O Eterno criou o humano em uma abertura relacional, dando ao homem a possibilidade da intimidade e de relacionamentos que o façam crescer. Homem e mulher são obra perfeita que se completa em mútua dependência.

É por não conter a intimidade e o relacionamento que a masturbação não consegue expressar toda a beleza do projeto de Deus para a sexualidade humana. No livro “Ele os Criou Homem e Mulher -- para uma vida de amor autêntico”, Jean Vanier descreve os dramas dos deficientes mentais da comunidade Arca. Muitos viveram experiências de rejeição; alguns deles se masturbam compulsivamente. Diante de realidades tão sofridas, ele conclui: “Outrora condenava-se com muito rigor a masturbação. Essa condenação corre o risco de suscitar temores, de alimentar o complexo de culpa, acarretando graves inibições e até mesmo um ódio de si e do corpo. Hoje, a tendência é dizer que a masturbação não tem importância, que é preciso deixar correr, que é normal na adolescência. Parece-me que a verdade está entre esses extremos, entre o rigor excessivo e a licenciosidade.

Não se deve condenar o jovem que se masturba. Ele tem pulsões que não consegue integrar. Porém, é preciso ajudá-lo a não repetir esta prática.

A masturbação pode fechá-lo em si mesmo, num mundo imaginário e impedi-lo de viver uma verdadeira relação. Vanier sugere que não devemos condenar um jovem que se masturba; ele ou ela está buscando integrar-se. Contudo, a prática repetida contém perigos, sendo um deles a tendência de fechar a pessoa na fantasia. Uma personalidade madura nos possibilita enfrentar a realidade e amar os outros como são, e não como sonhamos que sejam. O risco é fechar o jovem em uma expressão sexual que não se orienta para a comunhão e para a doação. Muitos jovens estão presos em um ciclo de isolamento e angústia e usam a masturbação para aplacar a solidão.

É na vida autêntica de seus relacionamentos, vivida pelo solteiro nas amizades e no namoro, que ele ou ela se abre para a vida verdadeira e para a expressão de afetos e medos. Em um contexto de aceitação e verdade, a confiança no amor cresce. Assim, o jovem caminha rumo à integração da sexualidade, afirmando sua esperança no amor e, sobretudo, no amor de Deus, que o cura e o livra da culpa.

Devemos lembrar que nossa sexualidade não se restringe ao genital, mas se expressa no cuidado e no afeto em nossos relacionamentos.

A expressão “vida sexual ativa” como sendo somente o ato sexual reduz a sexualidade e não contempla todas as suas dimensões. Boa parte da ênfase na sexualidade genital é consequência do desaparecimento das verdadeiras amizades. Em uma sociedade que enfoca a sensação e não o vínculo, o sexo se torna expressão de corações feridos, e não de corações abertos.

Tenho a convicção de que muitos de nós, cristãos evangélicos, sofremos com a masturbação. Muitos querem deixar a prática e partir para um relacionamento, mas nem sempre conseguem. Porém, eu vejo beleza e verdade em todos aqueles que desejam servir a Cristo e, reconhecendo suas fraquezas, correm para a graça de Deus se apropriando das palavras do apóstolo Paulo: “Já não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus”.

Podemos celebrar a sexualidade do povo de Deus porque celebramos aquele que criou a beleza, o prazer e o amor. O plano de Deus para nós é a participação em sua vida, no vínculo perfeito do Pai, Filho e Espírito Santo; é um pleno relacionamento com os outros; é amar. O grande drama humano é fechar-se em si mesmo, sem comunicar-se. Sem esta abertura relacional, nossa vida se esvazia e a chama se apaga. A base da nossa esperança é a confiança no amor de Deus, que sustenta as nossas frágeis iniciativas de amor humano. Cada um de nós deve lutar pela esperança e amor em nossos relacionamentos, a fim de manter acesa a chama da vida.

*Davi Chang Ribeiro Lin, 28 anos, é psicólogo e pastor da Comunidade Evangélica do Castelo, em Belo Horizonte, MG. É mestre em estudos cristãos pelo Regent College, Canadá.

FONTE: E-BOOK Altos papos –coração, juventude e fé. Série Ultimato. 2013. 

Versículo da Semana: 1 João 4:8


10 formas de envolver os pais no ministério de adolescentes

10 formas de envolver os pais no ministério de adolescentes.

Ouvimos muitos líderes se queixando que os pais dos adolescentes, em sua maioria, não participam do ministério de adolescentes. Muitas vezes o líder ao fazer o planejamento das atividades, esquece que tem que pensar também na família e ter projetos que também envolvam os pais no ministério. Aqui temos 10 dicas de como você pode envolver mais os pais dos adolescentes, isso é fundamental para o êxito no ministério com eles.

1 - Planeje seu calendário pensando também nas famílias - as famílias de hoje estão ocupados e passam pouco tempo juntos. Cuidado com o calendário da igreja. Não adicione atividades apenas para preencher o tempo. Pense nas famílias em seu planejamento. Não é a quantidade de atividades que faz a diferença em um ministério, mas a qualidade e propósitos com que se faz. Seja equilibrado em seu planejamento para o ministério.

2 - Realize pesquisas com os pais - pergunte coisas importantes que podem servir para o planejamento. Seus pontos de vista são necessários para o ministério, o fato de você perguntá-los contribuirá para que eles se sintam importantes e ouvidos.

3 - Formar um Conselho de Pais - O conselho de pais vai dar muito apoio ao grupo. Você pode convidar os pais de diferentes níveis de compromisso para ajudar com ideias, aconselhar, conversar sobre o que está acontecendo em suas famílias e ajudá-lo a ver as coisas que você não vê no ministério ou na vida dos adolescentes do seu grupo.


4 - Reunião Trimestral de pais - a cada 3 meses pode reunir-se com todos os pais do ministério para dar-lhes a oportunidade de falar e para informá-los do que está por vir no programa do ministério.

5 - Publicar um boletim único e exclusivo para os pais - elabore e imprima um boletim para os pais, essa é uma boa ideia para manter o contato com eles, fornecer recursos, e mostrar interesse em suas vidas. Além disso, os pais ficam informados sobre as atividades que envolvem o filho deles.

6- Forme um grupo de pais de oração – a oração para as famílias de sua igreja deve ser uma prioridade. Os ataques inimigos estão afetando muito os pais, seus casamentos, e suas relações com os seus filhos. Procurar por uma equipe que irá orar com todo o seu coração para as famílias, seus filhos e seu ministério com eles. Outras pessoas, além dos pais, também podem participar desse grupo, para interceder pelas famílias. Nesse grupo eles podem compartilhar de suas lutas, dificuldades e juntos buscar a Deus pelas famílias.


7 - Criar uma biblioteca de recursos para os pais - muitos pais estão à procura de recursos para entender melhor os seus filhos. Parte do trabalho do líder de adolescentes da igreja é estar apoiando-os no seu papel de pais. Nós podemos pesquisar e encontrar grandes recursos, artigos, livros e outras coisas e colocá-los em um lugar acessível para os pais.

8 - Reduzir os custos para as famílias - uma família com três ou mais filhos adolescentes têm muitas despesas, se o seu ministério está sempre fazendo atividades dispendiosas, pense sobre isso quando planejar por exemplo, o seu acampamento e considere a situação, famílias com mais filhos bem que poderiam ter um desconto. Que tal?

9 - Socializar com os pais de seu ministério - passar o tempo com os pais ajuda você a conhecer e se relacionar melhor com eles, e lhes dá a chance de vê-lo como um ser humano normal. Também fará que as reuniões formais sejam mais fáceis e mais eficazes ao ministério. Isso inclui visitas aos lares dos adolescentes!

10 - Celebre com os pais de seu ministério - que eles saibam que são importantes para você e para o ministério de adolescentes. Encontre formas de recompensá-los e incentivá-los em seu trabalho pelo ministério. Se você puder, faça uma atividade agradecendo-lhes pelo apoio, mostre o apreço que você tem para com eles. Uma boa é lembrar-se de seus aniversários, com um cartão singelo. Isso pode fazer muita diferença aproximando mais os pais do ministério de adolescentes.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Conectados com Deus

Conectados com Deus

Por Flávio Américo*

SENHOR, por que estás offline para mim?
Permanecerás para sempre invisível?
Tua caixa de mensagem, Redentor meu,
Está cheia das minhas orações.

De madrugada, espero “Deus acabou de entrar”.
Não me deixes apertando F5 o tempo todo.
Podes chamar a minha atenção, ó Pai,
Quantas vezes forem necessárias

Pois, sem tuas atualizações,
O pecado espalha como vírus,
Contaminando as pastas da minha vida.
Tal spam, a tentação quer só um click.

Varredura faça em mim, Santo Espírito,
Delete da minha programação todo mal
E instale, como queres, as virtudes reais,
Pois das virtuais sei que estás cansado.

Louvado seja o programador da vida
Retwittem tudo que Ele postou
Pois os que curtem o que Ele escreveu,
Os que são seus amigos e o seguem,
Terão uma net que jamais cairá,
Uma rede de eterno descanso.

__________
*Flávio Américo, 26, é doutorando em História pela Unicamp.
FONTE: Ultimato Jovem. Acesso em janeiro de 2014. Original aqui

Pecado de Estimação

Pecado de estimação
Por Marlon Bruno*
Não há um justo sequer que não peque [esta é a declaração bíblica]. O pecado, em todas as suas ocorrências, ainda precisa ser apenas um acidente na vida de cada crente. Todavia, nós alimentamos as nossas fraquezas mais subjetivas e as nossas limitações mais intrínsecas com o passar do tempo e, por isto, existe sempre uma transgressãozinha lá no cantinho de nossas vontades naturalizadas, que enche os olhos de nossa carne e nos leva a um açougue de desejos, onde cada pecado foi especialmente pendurado para cada um de nós.
Algumas pessoas têm dificuldades irrefutáveis com a sua sexualidade, outras não conseguem segurar a língua, também vejo problemas com insubmissão, falta completa de testemunho, presença humilde de muito orgulho e bastante facilidade com atitudes desonestas [falo de cristãos]. Nasce e se põe o sol e continuamos a praticar as mesmas mazelas que tanto nos é peculiar. No momento do ato, seja ele qual for, parece ser a melhor forma de desenvolver Dopamina, Serotonina e Noradrenalina em nosso cérebro. Depois dele, só resta cinzas de arrependimento e lágrimas de vergonha perante Deus. Daí é inevitável se indagar: mas de novo eu agi assim?

Se considerarmos a tese que a natureza pecaminosa está presente em nosso corpo e que a natureza regenerada ocupa a nossa alma, poderemos conceber e estender a aflição poética de Paulo a todos os nascidos de mulher [Rm 7:15-23]. Por meio destas palavras, concluímos que há, de fato, confrontos travados nos altares de nossos anseios que se dividem em propósitos e em essência. Na maioria das vezes, vence o desejo mais cuidado, alimentado e massageado ao longo de nossos dias. É com isto que me preocupo.

Além de entristecer o Espírito do Criador, pecar vai além de toda a nossa compreensão de crime e de transgressão social. Imagine-se como cristão no velho testamento. Se você pecasse, teria que se dirigir ao pasto e adquirir um cordeiro de um ano, macho e sem defeito, levá-lo para o sacrifício e, depois de amarrado na pedra da oferta, ouviria os gritos, choros e o ranger de dentes deste animal cujo sangue inocente fora derramado em seu lugar. Como cristão do novo concerto, você não passará por esta experiência, mas talvez cruzará piores estacas. Estará “crucificando de novo para si mesmo o Filho de Deus e o expondo à desonra pública” [Hb 6:6]. Seja em um concerto ou em outro, o seu pecado é uma desgraça e é necessário que você não o acolha como de estimação, não o alimente como faminto e não o customize como parte de você.

Não podemos abusar da graça da salvação para nos instalar em práticas pecaminosas, [Rm 6:1-2; Gl 5:13]. O pecado, eu sei, é comum a todos e faz parte do processo de existência de cada um de nós. Mas ele não pode se tornar um engajamento rotineiro, normal, assíduo e constante. Temamos o “ser pecador”.
____________________
*Marlon Bruno, 19 anos, é de Ipatinga, MG.
Fonte: Ultimato jovem. Acesso em janeiro de 2014. Texto original aqui