quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Filhos adolescentes: a importância do diálogo.

Filhos adolescentes: 
a importância do diálogo

A gente sempre fica admirado quando os filhos estão mais altos que nós.  Para muitos pais, a transformação de seus filhos adolescentes é quase uma descoberta, porque as crianças vivem desejando sua companhia e à espera de aprovação, de repente elas estão ansiosas para afirmar a sua identidade e autonomia. Chegou a adolescência. É natural da vida!

Esta etapa não precisa ser uma fase de conflitos. Em algumas palestras algumas mães chegam a compartilhar que quando crianças dialogavam com seus filhos e lhes davam atenção e carinho e quando chegam à pré-adolescência, que eles “exigem” liberdade, os deixam “soltos” e tão à vontade que se distanciam deles. Daí vem a dificuldade de diálogo. Se você cultivou a comunicação com seus filhos desde a infância, ela deve ser mantida na adolescência. É o que diz a Drª Roxana Vivar Cuba, psiquiatra do Departamento da Criança e do Adolescente Mental Health Institute Honorio Delgado-Hideyo Noguchi.

 "A comunicação é uma coisa natural que surge espontaneamente quando os pais e as crianças estão em contato constante. Se os pais são dedicados quase exclusivamente ao trabalho, vendo televisão e outras distrações, e muito pouco para seus filhos, os adolescentes irão vê-los como pessoas distantes e buscarão a comunicação com outros parceiros”.

Comunicação familiar positiva também resulta em adequada autoestima em adolescentes, facilitando o seu desenvolvimento, explica a especialista.

As dificuldades de diálogo entre pais e adolescentes são um dos fatores de risco familiares mais estreitamente relacionadas com o desenvolvimento de problemas de saúde mental em crianças, tais como a presença de sintomas depressivos, ansiedade e estresse. Em outros casos, adolescentes podem recorrer a grupos de amigos que usam substâncias químicas, e tendem a serem isolados ou conflituosos.

Construindo Pontes

Você pode ganhar ou recuperar a confiança do adolescente? Isso requer muita paciência.


Os pais precisam aprender os códigos dos adolescentes, entendendo suas modas, gostos musicais e programas de TV favoritos e mostrar interesse em suas opiniões, aspirações e medos. "Os pais têm que aprender a ser bons ouvintes, ou seja, escutar atentamente, sem questionar, criticar, julgar ou desacreditar”.

Nem sempre eles têm direito. Você tem que optar pela negociação, ou seja, encontrar um meio termo ou um acordo sem perder autoridade e tendo em conta as necessidades dos adolescentes. É importante explicar e dar-lhes informações sobre o motivo porque estão fazendo as coisas e tomando decisões.

Por consenso

Nada é conseguido sem gastar tempo. Mostre-se flexível e amigável. “Só então poderemos gradualmente incorporar-nos no seu mundo”, diz o Dr. Roxana Vivar.

Ela recomenda procurar ajuda psicológica se, apesar de aberturas e de diálogo, o adolescente permanece isolado, pratica a automutilação, ou se mantém agressivo.



Tradução com adaptações de Eduquemos em la red – Centro de información

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